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Senadores eleitos em 2026: os 54 nomes por estado e como fica o Senado
O PL elegeu 19 dos 54 senadores escolhidos em 4 de outubro, segundo o TSE. MDB fez sete, e PT, seis. Os eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandatos de oito anos.

O PL elegeu 19 das 54 vagas do Senado em disputa nas eleições de 4 de outubro de 2026, segundo a totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concluída com 100% das seções apuradas. O MDB elegeu sete senadores, e o PT, seis. Os eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027 e ficam no cargo até 31 de janeiro de 2035.
Neste ano foram renovados dois terços do Senado: cada estado e o Distrito Federal escolheram dois senadores, e cada eleitor pôde votar em dois candidatos diferentes. As outras 27 cadeiras, preenchidas na eleição de 2022, seguem com mandato até 2031.
A eleição para o Senado é decidida em turno único. Ganham os dois mais votados de cada unidade da federação, sem necessidade de maioria dos votos. Os números completos por estado estão na página de resultados das eleições 2026.
Os senadores eleitos em cada estado
| UF | Eleitos (partido) | Votos | % dos válidos |
|---|---|---|---|
| AC | Marcio Bittar (PL) | 223.972 | 25,59% |
| Mara Rocha (Republicanos) | 157.104 | 17,95% | |
| AL | Arthur Lira (PP) | 948.703 | 28,87% |
| Marina JHC (PSDB) | 926.860 | 28,20% | |
| AM | Eduardo Braga (MDB) | 1.240.471 | 32,29% |
| Plínio Valério (PSDB) | 948.793 | 24,70% | |
| AP | Rayssa Furlan (Podemos) | 264.799 | 29,98% |
| Lucas Barreto (PSD) | 213.948 | 24,22% | |
| BA | Rui Costa (PT) | 4.335.196 | 30,07% |
| Jaques Wagner (PT) | 3.986.690 | 27,65% | |
| CE | Cid Gomes (PSB) | 3.033.562 | 31,22% |
| Luizianne Lins (Rede) | 2.822.806 | 29,05% | |
| DF | Michelle Bolsonaro (PL) | 938.496 | 29,05% |
| Bia Kicis (PL) | 886.616 | 27,44% | |
| ES | Renato Casagrande (PSB) | 995.361 | 24,70% |
| Evair de Melo (Republicanos) | 982.978 | 24,39% | |
| GO | Gustavo Gayer (PL) | 1.639.247 | 24,53% |
| Gracinha Caiado (União) | 1.458.522 | 21,83% | |
| MA | André Fufuca (PP) | 1.530.187 | 21,43% |
| Lahesio Bonfim (Novo) | 1.471.859 | 20,61% | |
| MG | Domingos Sávio (PL) | 4.968.829 | 24,21% |
| Marília Campos (PT) | 3.990.864 | 19,44% | |
| MS | Reinaldo Azambuja (PL) | 903.554 | 34,64% |
| Capitão Contar (PL) | 856.045 | 32,82% | |
| MT | Mauro Mendes (União) | 1.187.352 | 33,21% |
| Zé Medeiros (PL) | 977.777 | 27,35% | |
| PA | Helder Barbalho (MDB) | 2.342.070 | 26,10% |
| Chicão (União) | 2.014.409 | 22,45% | |
| PB | João Azevêdo (PSB) | 1.391.994 | 32,50% |
| Veneziano Vital do Rêgo (MDB) | 974.550 | 22,76% | |
| PE | Humberto Costa (PT) | 2.531.389 | 27,19% |
| Marília Arraes (PDT) | 2.325.127 | 24,97% | |
| PI | Marcelo Castro (MDB) | 1.307.833 | 35,67% |
| Júlio César Lima (PSD) | 989.146 | 26,98% | |
| PR | Filipe Barros (PL) | 3.148.583 | 27,25% |
| Deltan Dallagnol (Novo) | 2.904.594 | 25,14% | |
| RJ | Carlos Portinho (PL) | 4.264.932 | 26,77% |
| Carlos Jordy (PL) | 3.912.405 | 24,56% | |
| RN | Styvenson Valentim (Podemos) | 1.055.000 | 29,25% |
| Samanda de Lula (PT) | 635.924 | 17,63% | |
| RO | Dr. Fernando Máximo (PL) | 570.799 | 31,97% |
| Bruno Scheid (PL) | 474.226 | 26,56% | |
| RR | Nicoletti (PL) | 138.269 | 22,68% |
| Teresa Surita (MDB) | 117.270 | 19,24% | |
| RS | Sanderson (PL) | 3.453.316 | 30,11% |
| Marcel van Hattem (Novo) | 3.449.053 | 30,08% | |
| SC | Carol De Toni (PL) | 2.694.918 | 33,46% |
| Carlos Bolsonaro (PL) | 2.041.840 | 25,35% | |
| SE | Rogério Carvalho (PT) | 511.142 | 21,91% |
| Alessandro Vieira (MDB) | 399.775 | 17,13% | |
| SP | Guilherme Derrite (PP) | 13.273.880 | 30,59% |
| André do Prado (PL) | 12.703.089 | 29,28% | |
| TO | Eduardo Gomes (PL) | 450.191 | 27,22% |
| Alexandre Guimarães (MDB) | 316.786 | 19,16% |
Fonte: TSE, totalização de 100% das seções. Como cada eleitor vota em dois candidatos, o percentual é calculado sobre o total de votos válidos dados ao cargo no estado.
Os partidos que mais elegeram
| Partido | Senadores eleitos em 2026 |
|---|---|
| PL | 19 |
| MDB | 7 |
| PT | 6 |
| PP | 3 |
| PSB | 3 |
| União Brasil | 3 |
| Novo | 3 |
| Republicanos | 2 |
| PSDB | 2 |
| Podemos | 2 |
| PSD | 2 |
| PDT | 1 |
| Rede | 1 |
Fonte: TSE.
O PL elegeu os dois senadores em cinco unidades da federação: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina. O PT elegeu os dois na Bahia, com Rui Costa e Jaques Wagner.
O mais votado do país foi Guilherme Derrite (PP), em São Paulo, com 13.273.880 votos. A disputa mais apertada pela segunda vaga foi no Rio Grande do Norte, onde Samanda de Lula (PT) terminou com 5.765 votos a mais que Zenaide Maia (PSD). Em Roraima, a diferença entre Teresa Surita (MDB) e Helena da Asatur (PSD) foi de 10.618 votos.
No Acre, os 145.244 votos de Gladson Camelí (PP), terceiro colocado, constam na totalização do TSE como "anulados sub judice", classificação aplicada quando a candidatura depende de decisão judicial. A diferença para Mara Rocha (Republicanos), segunda colocada, é de 11.860 votos.
Como fica o Senado a partir de 2027
A composição do Senado na próxima legislatura soma os 54 eleitos agora aos 27 senadores com mandato até 2031. A conta abaixo usa o partido dos eleitos registrado no TSE e a filiação atual dos que continuam, segundo os dados abertos do Senado de 6 de outubro de 2026.
| Partido | Bancada hoje | Eleitos em 2026 | Seguem até 2031 | Total em 2027 |
|---|---|---|---|---|
| PL | 15 | 19 | 9 | 28 |
| PT | 9 | 6 | 3 | 9 |
| MDB | 9 | 7 | 1 | 8 |
| PP | 8 | 3 | 3 | 6 |
| Republicanos | 6 | 2 | 4 | 6 |
| PSD | 14 | 2 | 3 | 5 |
| União Brasil | 3 | 3 | 2 | 5 |
| PSB | 6 | 3 | 1 | 4 |
| Novo | 0 | 3 | 0 | 3 |
| PSDB | 4 | 2 | 0 | 2 |
| Podemos | 3 | 2 | 0 | 2 |
| PDT | 2 | 1 | 0 | 1 |
| Rede | 0 | 1 | 0 | 1 |
| Avante | 1 | 0 | 0 | 0 |
| Sem partido | 1 | 0 | 1 | 1 |
Dados: TSE e Senado Federal. "Bancada hoje" considera os 81 senadores em exercício em 6 de outubro de 2026.
Pela conta, o PL passa de 15 para 28 senadores e se mantém como maior bancada. O PSD é o partido com a maior redução, de 14 para 5 cadeiras. O Novo, que hoje não tem senadores em exercício, passa a ter três, e a Rede passa a ter uma cadeira.
O que ainda pode mudar até fevereiro
Os números podem mudar antes da posse por três motivos. O primeiro: dois senadores com mandato até 2031 foram eleitos governadores no 1º turno, Sergio Moro (PL), no Paraná, e Cleitinho (Republicanos), em Minas Gerais. Ao assumirem os governos, em 6 de janeiro de 2027, as vagas passam aos primeiros suplentes registrados no Senado, Luis Felipe Cunha e Alex Diniz, respectivamente.
O segundo: outros três senadores disputam o 2º turno para governador em 25 de outubro, Omar Aziz (PSD), no Amazonas, Alan Rick (Republicanos), no Acre, e Professora Dorinha (União), no Tocantins. Se forem eleitos, também serão substituídos pelos suplentes.
O terceiro: senadores podem trocar de partido sem perder o mandato, porque são eleitos pelo sistema majoritário, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2015. A bancada de cada sigla em 1º de fevereiro de 2027 pode, portanto, ser diferente da conta feita hoje.
A nova composição elege a Mesa Diretora do Senado no início da legislatura. A distribuição das 513 cadeiras da Câmara está em nova Câmara dos Deputados: as bancadas de 2027, e o resultado dos estados, em governadores eleitos e estados com 2º turno. As datas até a posse estão no calendário do 2º turno e da posse.
Perguntas frequentes
Quantos senadores foram eleitos em 2026?
Foram eleitos 54 senadores, dois por estado e dois pelo Distrito Federal, o que corresponde a dois terços das 81 cadeiras do Senado. O outro terço das cadeiras foi preenchido na eleição de 2022, com mandatos até 2031.
Qual partido elegeu mais senadores em 2026?
O PL, com 19 eleitos, segundo o TSE. Em seguida vêm MDB, com sete, e PT, com seis.
Quando os senadores eleitos em 2026 tomam posse?
Em 1º de fevereiro de 2027, data de início da nova legislatura. O mandato de senador é de oito anos e vai até 31 de janeiro de 2035.
Quem foi o senador mais votado em 2026?
Guilherme Derrite (PP), eleito por São Paulo com 13.273.880 votos, segundo o TSE.
Tem segundo turno para senador?
Não. A eleição para o Senado é decidida em turno único: são eleitos os mais votados em cada estado, sem exigência de maioria.
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