Gasolina fica em R$ 6,55 e diesel S10 sobe a R$ 7,35 na semana, segundo a ANP
O etanol subiu pela sexta semana seguida, para R$ 4,13 o litro, e o corte de imposto federal sobre gasolina e etanol vale até sexta-feira, 9 de outubro, pelo decreto em vigor.

O preço da gasolina hoje é de R$ 6,55 por litro na média do Brasil. O valor é do levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), feito em 4.474 postos entre 27 de setembro e 3 de outubro. A gasolina comum ficou estável em relação à semana anterior, enquanto o etanol e o diesel subiram.
O etanol passou de R$ 4,10 para R$ 4,13, na sexta alta semanal seguida. O diesel S10 foi de R$ 7,33 para R$ 7,35. Desde o fim de agosto, o litro ficou R$ 0,47 mais caro, um aumento de 6,8%. O botijão de gás de 13 quilos custa em média R$ 114,88.
O diesel move caminhões e ônibus, e por isso a alta chega ao frete, à comida e às passagens. Em um ano, o S10 ficou 21,3% mais caro e a gasolina, 5,6%. O etanol é a exceção: custa 4% menos do que na mesma semana de 2025, segundo a série histórica da ANP.
Norte paga mais, Sul e Sudeste pagam menos
A diferença entre os estados passa de R$ 1,30 por litro. Roraima tem a gasolina mais cara, a R$ 7,56, seguida de Rondônia (R$ 7,42) e do Acre (R$ 7,25). A mais barata está no Rio Grande do Sul, a R$ 6,24. Para encher um tanque de 50 litros, o motorista de Roraima gasta R$ 66 a mais que o gaúcho, na média.
Por região, a gasolina sai a R$ 6,95 no Norte, R$ 6,76 no Nordeste, R$ 6,66 no Centro-Oeste, R$ 6,44 no Sul e R$ 6,39 no Sudeste. No etanol, a distância é maior: R$ 3,84 em São Paulo, maior produtor de cana, contra R$ 5,83 no Amapá.
| Estado | Gasolina comum | Etanol | Diesel S10 | Etanol em relação à gasolina |
|---|---|---|---|---|
| Acre | R$ 7,25 | R$ 4,80 | R$ 8,02 | 66% |
| Alagoas | R$ 6,72 | R$ 4,96 | R$ 7,36 | 74% |
| Amapá | R$ 6,50 | R$ 5,83 | R$ 7,26 | 90% |
| Amazonas | R$ 7,06 | R$ 4,99 | R$ 7,29 | 71% |
| Bahia | R$ 6,65 | R$ 4,50 | R$ 7,85 | 68% |
| Ceará | R$ 6,97 | R$ 4,99 | R$ 7,25 | 72% |
| Distrito Federal | R$ 6,66 | R$ 4,45 | R$ 7,41 | 67% |
| Espírito Santo | R$ 6,44 | R$ 4,73 | R$ 6,89 | 73% |
| Goiás | R$ 6,69 | R$ 4,36 | R$ 7,29 | 65% |
| Maranhão | R$ 6,60 | R$ 4,86 | R$ 7,49 | 74% |
| Mato Grosso | R$ 6,90 | R$ 4,22 | R$ 7,70 | 61% |
| Mato Grosso do Sul | R$ 6,42 | R$ 3,98 | R$ 7,28 | 62% |
| Minas Gerais | R$ 6,36 | R$ 4,28 | R$ 7,04 | 67% |
| Pará | R$ 6,68 | R$ 4,59 | R$ 7,54 | 69% |
| Paraíba | R$ 6,42 | R$ 4,59 | R$ 7,34 | 71% |
| Paraná | R$ 6,61 | R$ 4,19 | R$ 7,40 | 63% |
| Pernambuco | R$ 6,93 | R$ 4,97 | R$ 7,41 | 72% |
| Piauí | R$ 6,82 | R$ 4,85 | R$ 7,74 | 71% |
| Rio de Janeiro | R$ 6,62 | R$ 4,76 | R$ 7,12 | 72% |
| Rio Grande do Norte | R$ 6,73 | R$ 5,15 | R$ 7,48 | 77% |
| Rio Grande do Sul | R$ 6,24 | R$ 4,55 | R$ 7,20 | 73% |
| Rondônia | R$ 7,42 | R$ 5,08 | R$ 7,43 | 68% |
| Roraima | R$ 7,56 | R$ 5,37 | R$ 7,20 | 71% |
| Santa Catarina | R$ 6,47 | R$ 4,53 | R$ 7,27 | 70% |
| São Paulo | R$ 6,36 | R$ 3,84 | R$ 7,29 | 60% |
| Sergipe | R$ 6,97 | R$ 5,30 | R$ 7,47 | 76% |
| Tocantins | R$ 6,95 | R$ 4,97 | R$ 7,38 | 72% |
A última coluna ajuda quem tem carro flex. Pela conta mais usada pelos motoristas, o etanol compensa quando custa menos de 70% do preço da gasolina, porque rende menos por litro. Por esse critério, leva vantagem em dez estados e no Distrito Federal, com folga maior em São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O rendimento muda de um modelo para outro, e o Inmetro publica o consumo de cada carro.
O que pesa em cada litro
Dos R$ 6,55 da gasolina, R$ 2,08 ficam com a Petrobras, segundo a composição de preços que a empresa divulga com base nos dados da ANP. O ICMS, imposto estadual, soma R$ 1,57. Os impostos federais, reduzidos em setembro, respondem por R$ 0,24.
Fonte: Petrobras, com dados da ANP de 27 de setembro a 3 de outubro de 2026
No diesel S10, a parcela da Petrobras é de R$ 2,83 por litro, e o ICMS, de R$ 1,17.
Imposto menor até sexta-feira
A gasolina começou o ano a R$ 6,22 e chegou a R$ 6,78 no fim de março, segundo a ANP. No mesmo período, o diesel S10 saiu de R$ 6,07 para R$ 7,58, pico atingido no início de abril. O Ministério da Fazenda atribui o movimento ao petróleo. Em nota de 9 de setembro, informou que o barril do tipo Brent havia voltado à faixa de US$ 100. Segundo o ministério, mais de 25% do diesel consumido no país vem de importações.
Naquele dia, o Decreto 13.116 reduziu em R$ 0,63 por litro o PIS/Pasep e a Cofins da gasolina e zerou os do etanol, um corte de R$ 0,19 por litro. A Petrobras deixou de aplicar o desconto de R$ 0,44 ligado a uma subvenção que terminou, e o preço médio da gasolina vendida às distribuidoras passou a R$ 3,05. Segundo a empresa, para as distribuidoras o efeito líquido foi uma redução de R$ 0,19 por litro no preço com tributos.
No diesel, a subvenção federal a produtores e importadores está em R$ 2,12 por litro. A Petrobras comunicou em 16 de setembro que aplicaria um aumento de R$ 1,00 por litro, acompanhado de desconto do mesmo valor, e que, com isso, “os preços de venda da Petrobras para as distribuidoras permanecerão inalterados”. Em 14 de março, a estatal havia aumentado o diesel em R$ 0,38 por litro.
O corte de imposto sobre gasolina e etanol vale até sexta-feira, 9 de outubro. Até o início da tarde desta quarta-feira (7), o texto do decreto no portal do Planalto não registrava prorrogação. A subvenção ao diesel foi mantida por 30 dias a partir de 27 de setembro, e a regra permite renovar o prazo. “A alteração, portanto, não implica aumento da subvenção, mas garante a manutenção do valor total atualmente praticado”, informou o Ministério da Fazenda em 25 de setembro.
Também na sexta-feira, dia em que a ANP costuma publicar o levantamento da semana, o IBGE divulga o IPCA de setembro, que mostra quanto os combustíveis pesaram na inflação. Nesta quarta-feira, o leilão de sete blocos do pré-sal feito pela ANP garantiu R$ 530 milhões em bônus à União.
Cada posto define o seu preço, e a ANP publica as médias por município, o que permite comparar antes de abastecer. Quem desconfiar da qualidade do combustível ou da quantidade entregue pela bomba pode reclamar à agência pelo 0800 970 0267, de graça.
Como calculamos. As variações comparam as médias da ANP desta semana com a série semanal da agência. A relação entre etanol e gasolina é a divisão das duas médias de cada estado, e o gasto com o tanque considera 50 litros.
Como citar: Ouviram (7 out. 2026). «Gasolina fica em R$ 6,55 e diesel S10 sobe a R$ 7,35 na semana, segundo a ANP». ouviram.com.br/economia/preco-da-gasolina-e-diesel-hoje
Perguntas frequentes
Qual é o preço médio da gasolina hoje no Brasil?
A gasolina comum custa em média R$ 6,55 por litro, segundo o levantamento da ANP de 27 de setembro a 3 de outubro de 2026. O menor preço encontrado foi R$ 5,49 e o maior, R$ 8,99.
Em que estado a gasolina é mais barata?
No Rio Grande do Sul, com média de R$ 6,24 por litro, seguido de Minas Gerais e São Paulo, ambos com R$ 6,36, segundo a ANP. A mais cara está em Roraima, a R$ 7,56.
Quando vale a pena abastecer com etanol?
A conta mais usada é dividir o preço do etanol pelo da gasolina: abaixo de 70%, o etanol costuma compensar. O rendimento muda de carro para carro; o Inmetro publica o consumo de cada modelo.
Até quando vale o corte de imposto sobre a gasolina?
O Decreto 13.116 reduziu PIS/Pasep e Cofins da gasolina e zerou os do etanol de 10 de setembro a 9 de outubro de 2026. Até a tarde de 7 de outubro, não havia prorrogação publicada.
Quando a ANP divulga os preços dos combustíveis?
A agência pesquisa os postos toda semana e costuma publicar o resultado às sextas-feiras, com médias do Brasil, das regiões, dos estados e dos municípios.
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1. Quanto de etanol anidro vai misturado na gasolina vendida nos postos?
A gasolina comum leva 30% de etanol anidro, segundo a Petrobras.
2. Que estado tinha a gasolina mais cara na semana de 27 de setembro a 3 de outubro?
Roraima teve média de R$ 7,56 por litro, segundo a ANP. No Acre, a média foi R$ 7,25, e no Amazonas, R$ 7,06.
3. Quanto de biodiesel há no diesel vendido nos postos?
A mistura obrigatória é de 15% de biodiesel desde agosto de 2025, segundo a Petrobras.
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