Espanhola Aena assume o Galeão, no Rio, seis meses após leilão de R$ 2,9 bilhões
A empresa recebeu em 6 de outubro todas as ações da concessionária do aeroporto internacional do Rio, que teve 17,5 milhões de passageiros em 2025, recorde da série da Anac.

A espanhola Aena assumiu em 6 de outubro o Galeão, aeroporto internacional do Rio, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A empresa recebeu na terça-feira a totalidade das ações da Concessionária do Aeroporto do Rio de Janeiro, seis meses depois de vencer o leilão com um lance de R$ 2,9 bilhões.
Para quem embarca ou desembarca no Galeão, a mudança é de dono da concessionária, não de funcionamento. O terminal segue aberto, e voos, horários e remarcações continuam sob responsabilidade das companhias aéreas. O que muda é quem responde pela administração do aeroporto, pela manutenção e pelos investimentos dos próximos anos.
Com a transferência, deixam a concessionária as duas acionistas, a Rio de Janeiro Aeroporto S.A. e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O contrato de concessão, assinado em 2014, passa por uma repactuação. Foi o primeiro procedimento de venda assistida do setor aeroportuário no país, conduzido pela Anac.
Um leilão de 26 lances. A disputa aconteceu em 30 de março, na sede da B3, em São Paulo. Vencia quem oferecesse a maior contribuição inicial ao Fundo Nacional de Aviação Civil, com lance mínimo de R$ 932,83 milhões. A Aena chegou a R$ 2,9 bilhões, ágio de 210,88%, segundo a Anac e o Ministério de Portos e Aeroportos.
Na fase de envelopes, a Aena e a suíça Zurich Airport empataram com R$ 1,5 bilhão cada uma. A decisão foi para o viva-voz, com 26 lances. A Zurich parou em R$ 2,8 bilhões, e a Rio de Janeiro Aeroporto S.A., então acionista da concessionária, em R$ 1,88 bilhão. Além da contribuição inicial, o contrato repactuado prevê o pagamento de 20% da receita bruta da concessão ao longo do contrato.
A venda assistida nasceu de uma negociação mediada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo a Anac, o objetivo foi “restabelecer a sustentabilidade econômico-financeira da concessão, garantindo a continuidade e a qualidade da prestação do serviço” por meio de um processo competitivo.
Ano recorde de passageiros. O Galeão chega às mãos da Aena no melhor momento de sua história recente. Em 2025, o aeroporto recebeu 17,5 milhões de passageiros, alta de 23,5% sobre os 14,2 milhões de 2024, segundo o painel estatístico da Anac. Superou o recorde anterior, de 16,9 milhões, registrado em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil.
Com esse número, o Galeão terminou 2025 como o terceiro aeroporto mais movimentado do país, atrás de Guarulhos, com 46,3 milhões de passageiros, e de Congonhas, com cerca de 24 milhões. Parte do avanço veio da transferência de rotas do Santos Dumont, que passou a ter limites de operação.
A Aena já opera Congonhas, em São Paulo, e aeroportos como os de Recife, Maceió e João Pessoa. Com o Galeão, a empresa passa a administrar 18 terminais no Brasil.
O processo ainda tem duas etapas, segundo a Anac: a assinatura do termo aditivo de repactuação do contrato e o pagamento da contribuição inicial pela concessionária, como prevê o edital. As datas não foram divulgadas.
- 30 de março de 2026Leilão na B3, vencido pela Aena
- 6 de outubro de 2026Aena recebe todas as ações da concessionária
- Próxima etapaAssinatura do termo aditivo e pagamento da contribuição inicial
Quem vai viajar no feriado de 12 de outubro deve seguir as orientações da própria companhia aérea sobre horários e embarque. Para voos internacionais, confira a validade do documento com antecedência: o passaporte brasileiro é pedido à Polícia Federal pela internet, com agendamento.
Perguntas frequentes
Quem administra o aeroporto do Galeão agora?
A espanhola Aena, que recebeu em 6 de outubro de 2026 todas as ações da Concessionária do Aeroporto do Rio de Janeiro, segundo a Anac. A empresa venceu o leilão de 30 de março com lance de R$ 2,9 bilhões.
O que muda para quem vai embarcar no Galeão?
A troca é de controle da concessionária e não interrompe a operação. Voos, horários e remarcações continuam a cargo das companhias aéreas.
Quantos aeroportos a Aena administra no Brasil?
Com o Galeão, são 18, entre eles Congonhas, em São Paulo, e os aeroportos de Recife, Maceió e João Pessoa.
Quanto a Aena pagou pelo Galeão?
O lance vencedor foi de R$ 2,9 bilhões em contribuição inicial ao Fundo Nacional de Aviação Civil, ágio de 210,88% sobre o mínimo de R$ 932,83 milhões, segundo a Anac e o Ministério de Portos e Aeroportos.
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